segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Fora de moda

Eu não sei você, mas eu não tenho preconceito algum em relação ao homossexualismo. Muito pelo contrário, sempre tive amigos que na verdade gostariam de ser amigas, e muitas vezes foram melhor do que qualquer melhor amiga! O fato é que quando esse universo gay começa a invadir o meu mundo totalmente, completamente e heterosexualmente definido, esse lado "colorido" da vida começa a me incomodar um pouco.
Ta certo que essa moda emo mexeu um pouco com a cabeça da garotada, e eu já achava super natural que a minha irmã chegasse em casa falando que a Paula estava namorando a Joana, ou que o Guilherme levou um puta chifre do José, mas o que eu não sabia era que o movimento também era válido pra pessoas que, até então, eu classificava como bem resolvidas. Dá pra acreditar que aquela amiga que tanto te elogia, na verdade não esta somente querendo levantar o seu astral no termino do seu namoro?
Nunca fui a pessoa com mais amigas no mundo, aliás as meninas normalmente não iam muito com a minha cara. Todo colégio tem aquela garota que anda no meio dos meninos, adora esporte e vive com o joelho ralado. Além disso, alguém sempre inventa alguma historinha besta colocando a coitada como personagem. A coitada, nesse caso, sempre fui eu.
Quando eu estava na oitava série meu melhor amigo era um garoto, claro. Era surfista e bonitinho, eu diria até que um dos mais bonitinhos da turma, mas eu nunca tinha percebido que o colégio inteiro, ou pelo menos parte dele tinha interesse no cara que era, simplesmente, meu amigo. E eu só me dei conta disso quando só os garotos das sétimas séries falavam comigo. Eis aqui a explicação: certo dia alguma desocupada inventou que teria perguntando para mim sobre o paradeiro do então meu amigo, e eu respondi puxando a camiseta do uniforme, olhando pro peito e dizendo com um sorrisinho besta no rosto: AQUI ELE NÃO ESTÁ. Tenha dó, né?
Mas voltando ao assunto "colorido", hoje eu acordei com saudade desse tempo em que todas as meninas me viam como uma arquiinimiga. Não que eu fosse uma, mas eu me sentiria mais segura.
Veja bem, você consegue imaginar que a sua amiga, na verdade, sente um desejo um tanto quanto... diferente, em relação a você? Eu também não conseguia, até que o inimaginável aconteceu. E não contente em acontecer uma vez e me deixar completamente sem ação, ele aconteceu novamente. Eu não tinha uma amiga apaixonada, eu tinha duas amigas apaixonadas!
Como eu ia agora falar sobre a celulite que me incomodava no verão, se eu nem sabia ao certo pra qual buraco, literalmente, a dita cuja estaria olhando? E como eu ligaria a convidando pra algum programinha maneiro, com o meu jeito super meigo de falar: - Amore, chuchu, gatona, beibinha... Vamos dar uma voltinha? E onde eu ia enfiar aquela quantidade de apelidos carinhosos conquistados ao final das baladas iradas que já tivemos juntas? A frase "selinho pra selar a amizade" foi definitivamente excluída da minha linguagem e do meu jeito amoroso de ser.
Brincadeiras a parte (onde tá a brincadeira nesse caso?), eu continuo sem preconceito algum em relação a opção sexual de cada pessoa, e também não mudei o meu jeito carinhoso de ser, mas de fato, passei a dar um pouco mais de atenção aos meus amigos gays. Afinal, se algum deles se apaixonar, eu corro o risco de encontrar um namorado ex homossexual, e não uma ex amiga apaixonada!

3 comentários:

vicenteribeirop disse...

apoiada !!!

e alem disso.. a concorrencia para nós homens fica maior né.. ter q competir com homens e com as meninas também..
huahuahuahuauhahuauhauh

Prí disse...

Jú, achei seu blog por acaso, e adoreii!!!!!!
Vc já eh uma gde jornalista, com certeza!!!
Além de uma gde mulher!

Parabéns!

beiijos

Jú Camatti disse...

Julieta é oq eu estou pensando??? Sim um desabafo.. mas não entendi pq 2?? Me explica potrank`s... Bju!!!