segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Hoje eu acordei solteira (de novo)

Hoje é dia dos solteiros. Se eu pudesse soltaria o mesmo numero de fogos da comemoração de reveillon em Copacabana. Não que eu seja a pessoa mais feliz do mundo por ser solteira, mas é importante saber se contentar com o que temos. E com o que não temos também. Nesse caso, um namorado.
Hoje eu vim pra praia na hora que eu quis e ninguém reclamou do meu carro sujo. Não tinha ninguém pra falar do tamanho do meu biquíni, ou me chamar de louca por pegar sol em Santa Catarina em pleno mês de agosto. Almocei, dormi e acordei na hora exata pra ver que o filme da globo era velho, e concluir que eu deveria pegar meu carro sujo de novo e cantar alto por aí até conseguir assistir o pôr-do-sol. Ser solteira pode ser dramático às vezes, mas também tem suas vantagens.
Se eu tivesse nascido a 40 anos, estaria correndo pro Woodstock, dançar pelada e viver de paz, pra quem sabe, encontrar um amor. Não aconteceu. Nasci nos anos 80, tive a última infância feliz e qualquer programa que poderia me fazer encontrar alguém especial foi cancelado pela influenza A. H1N1. Gripe suína. Aquela, do porco. Ah se eu encontro esse porco, vira churrasco! Mesmo que eu não tenha mais paciência pra festas com pessoas chatas e desinteressantes, me incomoda o medo de sair pra tomar um chope e confundir meu copo com a garrafa de álcool em gel.
Comemorar o dia dos solteiros tem também a vantagem de não precisar gastar com presentes para outra pessoa. Hoje eu me presenteei com um chocolate, e confirmo a teoria de que ele tem o poder de ser tão ou mais gostoso quanto dormir de conchinha (até porque, ninguém dorme de conchinha). Alem de doer bem menos no bolso, não vai me fazer pensar no presente caro pro namoro que durou dois meses.
A noite fria pede um prato quente, e eu comprei um cup noodles. Outra vantagem de ser solteira é a de não precisar se preocupar com orgias calóricas requintadas. Odeio lavar louça e não sei cozinhar, depois do fogo essa deve ter sido uma das melhores invenções do homem.
Amanhã vou acordar cedo e ainda solteira, mesmo que não seja mais oficialmente meu dia. Caminhar pela praia e pegar sol antes de voltar pra casa. Comprar um mamão fresquinho e comer no café da manhã pra compensar o chocolate de hoje. Vou sorrir gostoso, lembrando que superar as calorias de um chocolate no dia seguinte continua sendo bem mais agradável que superar um pé na bunda.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Troca-se um bíceps por alguns neurônios

Porque diabos ninguém mais liga pra sinceridade das coisas? Meninas pra namorar precisam de um cara com carrão e a conta cheia de grana. Foda-se se ele é honesto, inteligente e gosta de você. Os garotos não estão nem aí pro gostoso de ter uma namorada, e sim pro ‘ter uma namorada gostosa’. Salve salve as belas bundas e os 400ml de silicone. Quem precisa de cérebro, não é mesmo?
Quando eu tinha 15 anos sonhava com um príncipe que chegaria a cavalo e me levaria para um passeio no campo regado a assuntos interessantes. Tudo bem que ao longo dos meus 23 ele ainda não chegou, mas eu continuo esperando por um alguém com conteúdo e não com bancos de couro. Me recuso a sair com alguém que ache o máximo ser cheio de grana mas que usa sapa tênis. Gosto cada um tem o seu, e o meu passa longe dessa aberração dos calçados.
Eu não sei onde enfiaram os princípios básicos de uma boa conquista. E eu falo das conversas bem humoradas e daquelas estrelinhas que a gente vê enquanto se pergunta ‘seria ele?’, não da seqüência de bíceps e tríceps que o saradão pode lhe apresentar. Seria eu a única pessoa do mundo que ainda acha um ótimo programa não fazer nada em boa companhia?
O pior disso tudo é que, quanto mais o tempo passa, mais exigentes nós ficamos. Já me contentei com rostinhos lindos e corpinhos gostosos, mas hoje tem que ter algo que acrescente. Eu continuo gostando do clássico moreno, alto, bonito e sensual, mas se ele falar ‘pra mim’ ou ‘seje’, vai ser jogado pra escanteio antes mesmo de tentar um gol. Se ele não sabe como usar a língua portuguesa, vai saber usar a dele? Melhor não arriscar!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O cafajeste que eu pedi a Deus (e que ele ainda não me deu)

Aqui dentro de mim deve existir um alguém muito masoquista. Vem, machuca, pisa, pinta e borda. Se fosse diferente, talvez não tivesse tanta graça. Um exemplo bem atualizado é aquele Nick da novela das 19h (que sempre começa as 20h!). O bonitão do Sérgio Marone já representou alguns vários mocinhos na telinha, mas nunca me fez suspirar como faz agora com todo aquele jeito cínico.
Quando a tal da Milena tenta esmagar o pobrezinho, me dá vontade de pegar no colo e perguntar: - Ta doendo? Vem aqui com a super Ju que tudo vai ficar bem. E se não ficar, paciência, pelo menos a diversão vai ser garantida.
Não que eu não goste de carinho, ou que eu ache o máximo ser passada para trás, longe de mim! Mas depois de um tempo o desafio é bem mais acolhedor do que algumas palavrinhas em qualquer conquista. E, cá pra nós, quem aqui resistiria a aquele sorrisinho cafajeste e cheio de charme do Nick? Se for pra correr risco, que seja com prazer!
Convenhamos, a gente vive se apaixonando e se dando mal. O cara vem, estica, puxa, mexe, remexe, sacode toda essa poeira e quando você 'tá' quase dando a volta por cima, alguém acha que o seu tapete fica melhor na sala da outra. Alguém não, o cara. Aquele cara legalzão, o bom da bola que parecia ser perfeito. E se esta tudo bem é porque algo realmente está errado. Ele não deve gostar tanto assim. Deve ter algum defeito grave ou distúrbio mental. É fruto da minha imaginação, e o distúrbio também é meu.
Não é que eu goste do desgosto, mas o que me agrada mesmo é sentir o vento batendo na cara. Eu bem queria um Nick pra por na linha, mas saberia aproveitar direitinho. Contanto que ele venha também no formato moreno, alto, bonito, sensual e com o final que a gente sabe (e espera!) que vai acontecer: feliz. Chega do padrão bonitinho mas ordinário que não muda. O mundo tem desses em pilhas e aqui dentro não sobrou lugar pra mais um. Eu até aceito uns errinhos pra consertar. Até mesmo com aquelas frases surreais. Eu queria mesmo um Nick agora, e não seria pra carregar minhas sacolas. Menos ainda só pra pegar um drink. Além de algumas sacanagens, ele podia olhar pra mim e assumir que para a perfeição só lhe falta um pouco mais de humildade, e eu responderia: - Para a sua perfeição, bem meu, o que falta sou eu.
Humildades a parte, se a Milena não aproveitar... É a treva!