quarta-feira, 18 de abril de 2007

Uma pirueta, duas piruetas...

Acho mesmo que a comédia é a alma do Brasil. Temos sim MPB, e temos bons atores dramáticos, mas, que me desculpem todos esses que nos fazem chorar, prefiro as boas e saudáveis gargalhadas a uma cena de suspense.
Já nascemos chorando, porque não aproveitar os bons momentos e deixar aquela gargalhada sair assim, como se deslizasse dentro de nós?
Nossos melhores momentos são guardados pela lembrança de uma pessoa que nos fez sorrir. Nos melhores dias, tem sorriso. Nas melhores pessoas existe o sorriso!
E mais do que sorrir, fazer sorrir é um dom! E acredito, mesmo, que pessoas com tal dom não deveriam nos deixar. Jamais.
Nair Bello passou a vida não só sorrindo, mas fazendo com que milhares de corações brasileiros explodissem de alegria e passassem a ter, por menor que fosse, um pedacinho de felicidade dentro de si.
A típica brasileira, que sorria até mesmo com as desgraças. Aquela que colocava o bom humor onde quer que fosse, é aquela nos faz tristes com sua partida.
Aos 75 anos e com falência múltipla de órgãos, Nair morreu às 13h06 desta terça-feira, no Hospital Sírio-Libanês, em SP, onde estava internada desde o dia 11 de novembro de 2006, quando passou mal e teve três paradas cardíacas em um salão de beleza.
Nair Bello nasceu em São Paulo em 1931 e iniciou sua carreira como locutora da antiga Rádio Excelsior, em 1949, aos 18 anos. Seu primeiro trabalho na televisão aconteceu em 1950, como garota propaganda. E desde ontem, tornou-se uma estrela no céu. Uma estrela, em todos os sentidos!
Concordo com Pedro Bial quando, diz que 'morrer é ridículo'. E é mesmo!
Nosso picadeiro ficou na falta de algo, mas gente viva nesse grande circo, tendo como exemplo, ela: que viveu feliz, e sorrindo, sempre!


"Dizem que quem ri muito, vive mais. Acho que ela viveu pouco considerando a quantidade de risos que deu".
Raul Gil, amigo de Nair a mais de 50 anos.

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