segunda-feira, 20 de julho de 2009

Eu, eu mesma e... Cadê eu?

Aconteceu. Era só curiosidade e uma vontadinha de saber se exista, mas aconteceu na saída da balada e do jeito mais besta que poderia ser. O que me impressionou não foi o personagem boca aberta (e que boca!) que fazia sucessinho, não. Eu nunca gostei de gente boca aberta. O novo então nem sabia o nome, sabia que tinha o cabelo engraçado porque apareceu no orkut. Eu queria saber se dava de pegar, se sabia cantar as canções engraçadas que dizia compor, se tinha aquele papo sempre ou só quando queria conquistar pessoas solitárias pelo MSN.
E eu queria contar ao todo de quantos tijolos era feito aquele abdômen, e se aquele coração era tão difícil quanto se dizia... Como pode a gente querer segurar alguém no colo com uma conversinha besta? Logo eu, tão bem resolvida, tão conquistadora, tão pouco conquistada. Eu fiz um contrato com o meu coração, e é simples: se eu disse que não, o cara pode ter a melhor pegada do mundo, saber beijar como ninguém e mexer no meu cabelo pra me fazer dormir. Alias, nem com a mão na nuca vai, amigo.
Mas ele me deu vontade de perder tempo. E eu perdi. Com umas três ligações sem sucesso. Devia ser mais uma das minhas curiosidades, saber como se conquista alguém pós papinho de MSN. Saber como reagir num encontrinho tipo aqueles de adolescente. Saber que eu ainda podia conhecer, gostar e encantar alguém até a hora do tchau. Tchau, querido. Você é legal e quem sabe nos encontremos no próximo reveillon. Talvez você me pague uma cerveja no Mar del Rosa e a gente possa da risada de novo por termos nos encontrado, nada mais. Talvez a gente possa dar risada de como são bonitas e fúteis as meninas do sul. E quem sabe eu até lhe apresente alguma que fique meio besta com esse seu jeitão, e depois vamos dar risadas novamente quando eu conhecer a praia de Itacoatiara que você tanto fala. Tchau, velho novo amigo.
Mas não, o desgraçado conseguiu entrar. Ele conseguiu entrar em vários cantinhos: olhos, mente, mãos, sorriso, coração... Eu não ia falar nada, mas ele fez questão de se apresentar. Já começou errando quando não sentiu medo de mim, mas eu perdoei aceitando entrar no carro. Pelo menos, em algum lugar na vida dele eu já teria entrado. Era legal, ria da situação e tinha como companheiro um violão simpático que fazia barulho no banco traseiro. Eu, um cara legal com violão e o RJ. E era tudo de verdade: o óculos, o jeito nerd encantador e até as musicas engraçadas. Era de verdade também que eu acabara de descobrir que, alguém, ainda tinha a capacidade de me intimidar.
Entre conversas, risadas, musicas e pessoas que não faziam parte do meu mundo, eu calei. E eu fiquei lá com o meu jeito besta que não aparecia desde que uma colega do pré ameaçou chamar a polícia porque eu acabara de roubar uma bala. Assim, parada, só olhando, rindo dentro de mim e mentalizando o mantra 'ele existe e você esta passando por banana'. Mas eu não ligava, era melhor assim. Melhor que ninguém ali me conhecesse, nem ele. Melhor que eu não corresse o risco de ser eu e descobrir que eu podia ser tão conquistada quanto conquistadora. Melhor eu passar em branco. Logo passa, Juliana cara de banana, logo passa...
Mas não passou. E vai fazer um ano sem passar. E sempre que eu paro e penso que foi embora uma oportunidade de eu me mostrar tão legal também, eu fico ruim. E quando eu penso naquelas pessoas que não me conheciam e sabe Deus o que falaram de mim, eu fico pior e mais 'P' da vida ainda. Porque naquele dia, era eu me desfazendo um pouquinho só pra me encantar com a beleza de outro. Era eu acabando com o espaço sem deixar a conversinha fluir, sem me mostrar. Talvez não seja nada, talvez passe um dia, talvez eu volte a o encontrar e descubra que não passa de um 'moleque piranha'. Ou eu continue a imaginar que eu poderia ser bem melhor naquela noite, se não tivesse medo de ser só eu mesma...

5 comentários:

┼૭ર┼ચgąş ♂ disse...

Oo
intrigante... gostei ju!

clarissa disse...

Oi Ju, sabes que sou curiosa né, tive que ler o blog =)
Mas adoreiiii, vou visita-la mais vezes! hehehe beijos querida! =P

Gabriela Rosso disse...

Quem sabe em dezembro?!!!

Scheila Sassaki disse...

BA-NÃ-NÃ.


(11:25) - a ju. diz: xê, ja ouvisse falar na dieta da banana?



Tá vendo, Juliana, não seja banana em dezembro, purfavor.

Magalices disse...

Medo de ser quem é... vivo isso sempre. Mas Ju, na próxima vez não seja banana. O negócio é deixar fluir hehehe

PS.: Muleque piranha é coisa de César Polvilho (Pânico). Adorooooo esse cara!

Beijoss!