sexta-feira, 31 de julho de 2009

Ele também mudou!

Gente, o blog mudou!
Como tudo na nossa vida muda, o GNB não poderia ser diferente.
Muito obrigada a Sche que me deu uma mãozinha com essa mudança... Aliás, um braço inteiro!
Eu achei lindão, e vocês?

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Meu pé de limoeiro

Agora ta doendo. Ta ficando mais frio do que o vento lá fora. Deu. Chega. Cansei. Dá pra alguém ver lá dentro dessa vez? Sente. Pega. Aperta bem até os ossinhos dizerem chega. Sente ali dentro um coração grande o suficiente que ta batendo. É tudo a casca. É, enganei o bobo na casca do ovo. Eu não sou assim como você ‘ta’ vendo. Ou você, você e... sei lá onde ‘cê’ ta!
- E você, ta solteira ainda? – Eu tenho vontade de responder: - E você, porque não vai tomar no cu? Enquanto você torra o restinho da paciência que me sobra, seu namorado ta olhando a bunda da loirona aqui do lado.
E depois de fazer isso da vontade de sair correndo. E só parar quando encontrar com esse tal de ‘você’.
Mas qualquer você não vale. Qualquer você dá rugas, dor de cabeça além de ocupar tempo e espaço desnecessário. Desses tem aos montes. Tantos que meu coração não comporta mais. Chegou, ele apita: – Piiiii, tente a sorte novamente!
Agora vem, me abraça e diz um eu te amo brega, mas de verdade. Olha bem dentro do meu olho. É assim que eu quero. Uma bebida e um amor sem gelo no inverno. Pode acompanhar a temperatura no verão. Faz carinho na nuca. Mexe no meu cabelo. Eu deixo. Não vou brigar. Não vou falar alto, surtar ou ficar com medo dessa vez. Eu já disse que é tudo casca. As tatuagens, os furos todos, essa gargalhada tão alta e independente. Até quando mesmo quando eu tenho um olharzinho esnobe. É só pra ver quem vai ter coragem de me descobrir. Eu. Por inteiro e sem medo. Então pode vir.
Mas ele não vem. O tal do ‘você’ perfeito não sabe que o meu pé cansado já tentou todos os tipos de chinelos: uns apertaram demais, machucou. Outros ficaram muito soltos, deixando muito livre. Alguns estavam fora de moda, e outros eram desconfortáveis. Baixos, altos... Mas a Cinderela moderna ainda não encontrou sapatinho de cristal. A panela ferveu tanto que transbordou. E a metade da laranja nunca veio. Tudo que me deram foi um pé de limoeiro. - Pega. É teu. – Então ta bom. O coração anda vazio, mas em contrapartida ando privilegiada com as oportunidades: não perco nenhuma. Me dá o limão, que a minha caipira ainda é boa pra uma sexta-feira solitária. Enquanto esse tal de ‘você’ fica por aí, eu programo uma viagem longa com as amigas. Uma virada de ano sensacional, e porque não, mais um carnaval inesquecível?
Let it be. Se ele não me encontrar, azar o dele!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Eu, eu mesma e... Cadê eu?

Aconteceu. Era só curiosidade e uma vontadinha de saber se exista, mas aconteceu na saída da balada e do jeito mais besta que poderia ser. O que me impressionou não foi o personagem boca aberta (e que boca!) que fazia sucessinho, não. Eu nunca gostei de gente boca aberta. O novo então nem sabia o nome, sabia que tinha o cabelo engraçado porque apareceu no orkut. Eu queria saber se dava de pegar, se sabia cantar as canções engraçadas que dizia compor, se tinha aquele papo sempre ou só quando queria conquistar pessoas solitárias pelo MSN.
E eu queria contar ao todo de quantos tijolos era feito aquele abdômen, e se aquele coração era tão difícil quanto se dizia... Como pode a gente querer segurar alguém no colo com uma conversinha besta? Logo eu, tão bem resolvida, tão conquistadora, tão pouco conquistada. Eu fiz um contrato com o meu coração, e é simples: se eu disse que não, o cara pode ter a melhor pegada do mundo, saber beijar como ninguém e mexer no meu cabelo pra me fazer dormir. Alias, nem com a mão na nuca vai, amigo.
Mas ele me deu vontade de perder tempo. E eu perdi. Com umas três ligações sem sucesso. Devia ser mais uma das minhas curiosidades, saber como se conquista alguém pós papinho de MSN. Saber como reagir num encontrinho tipo aqueles de adolescente. Saber que eu ainda podia conhecer, gostar e encantar alguém até a hora do tchau. Tchau, querido. Você é legal e quem sabe nos encontremos no próximo reveillon. Talvez você me pague uma cerveja no Mar del Rosa e a gente possa da risada de novo por termos nos encontrado, nada mais. Talvez a gente possa dar risada de como são bonitas e fúteis as meninas do sul. E quem sabe eu até lhe apresente alguma que fique meio besta com esse seu jeitão, e depois vamos dar risadas novamente quando eu conhecer a praia de Itacoatiara que você tanto fala. Tchau, velho novo amigo.
Mas não, o desgraçado conseguiu entrar. Ele conseguiu entrar em vários cantinhos: olhos, mente, mãos, sorriso, coração... Eu não ia falar nada, mas ele fez questão de se apresentar. Já começou errando quando não sentiu medo de mim, mas eu perdoei aceitando entrar no carro. Pelo menos, em algum lugar na vida dele eu já teria entrado. Era legal, ria da situação e tinha como companheiro um violão simpático que fazia barulho no banco traseiro. Eu, um cara legal com violão e o RJ. E era tudo de verdade: o óculos, o jeito nerd encantador e até as musicas engraçadas. Era de verdade também que eu acabara de descobrir que, alguém, ainda tinha a capacidade de me intimidar.
Entre conversas, risadas, musicas e pessoas que não faziam parte do meu mundo, eu calei. E eu fiquei lá com o meu jeito besta que não aparecia desde que uma colega do pré ameaçou chamar a polícia porque eu acabara de roubar uma bala. Assim, parada, só olhando, rindo dentro de mim e mentalizando o mantra 'ele existe e você esta passando por banana'. Mas eu não ligava, era melhor assim. Melhor que ninguém ali me conhecesse, nem ele. Melhor que eu não corresse o risco de ser eu e descobrir que eu podia ser tão conquistada quanto conquistadora. Melhor eu passar em branco. Logo passa, Juliana cara de banana, logo passa...
Mas não passou. E vai fazer um ano sem passar. E sempre que eu paro e penso que foi embora uma oportunidade de eu me mostrar tão legal também, eu fico ruim. E quando eu penso naquelas pessoas que não me conheciam e sabe Deus o que falaram de mim, eu fico pior e mais 'P' da vida ainda. Porque naquele dia, era eu me desfazendo um pouquinho só pra me encantar com a beleza de outro. Era eu acabando com o espaço sem deixar a conversinha fluir, sem me mostrar. Talvez não seja nada, talvez passe um dia, talvez eu volte a o encontrar e descubra que não passa de um 'moleque piranha'. Ou eu continue a imaginar que eu poderia ser bem melhor naquela noite, se não tivesse medo de ser só eu mesma...

sexta-feira, 17 de julho de 2009

All Star, camiseta e calça jeans

Eu não quero mais que ele seja só moreno, alto, bonito e sensual. E derrepente não vai mais precisar ter uma barriga que me dê vontade de lavar roupa todos os dias. Se ele não souber se vestir eu tento, mas se algo não mudou em mim ao longo desses 23 anos foi o gosto pelo all star. Então, pode usar All Star no lugar de um Nike Shox de 86 molas, eu vou gostar igual. Pode vestir só camiseta branca da Hering com calça jeans, se souber sorrir gostoso. O homem ideal tem que ser bem humorado.
Eu tô sentindo falta de alguém que me faça perder o fôlego, que me deixe com cara de besta e me faça feliz mesmo rindo de mim quando eu acordar ‘desgadelhada’.
Tem que saber fazer piada até quando for falar de sacanagem. Dessas pra deixar o rosto corado e sem reação, e logo depois me dar um beijo com o gosto de melhor do mundo. Tem que saber fazer piada com o meu mau humor em dias de tpm. E eu não vou ligar se ele achar engraçado o meu medo de escuro.
Eu quero ver o sorriso dele de verdade, quero achar tudo lindo e ter a sensação abraçar o mundo em cada abraço que eu receber...
Chega de homens-plantas, chega de gente séria, chega de muita razão. Eu quero é ir no cinema e comer pipoca até a barriga doer, me sentir a pessoa mais linda do mundo mesmo andando de meia e pijama durante um sábado inteiro, e sentir o gosto de comer sushi bem acompanhada. Tomar vinho em gramado até deixar os dentes roxos e tirar fotos de todos os momentos mais bizarros.
E ta quase cansada essa vontade. Ta quase me dizendo pra parar de esperar isso tudo, tá quase me mandando fugir daqui. Cadê as pessoas interessantes e bem humoradas do mundo? Cadê as pessoas que andam de All Star, camiseta da Hering, calça jeans e que conseguem dar risada das próprias besteiras?
No fundo, lá no fundinho eu queria mesmo é que ele caísse na minha vida hoje dentro de uma livraria, num papo bom do msn, num risco em conhecer pessoas novas no orkut, facebook, twitter e afins... Mas desconfio que o danado esteja se perguntando as mesmas coisas, e também não tenha encontrado as respostas ainda. Nem elas, nem eu!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Alô alô, Vaticano

Ela chega todo ano diferente, e tem trazido sempre a mesma moleza no coração. Dá vontade de arrancar e pedir: - moço, troca pra mim por um menos burro?
Ta certo o mundo quando apita na nossa mente dizendo que ficamos mais velhos a cada dia que passa, mas a gente só se da conta quando muda o algarismo.
Agora são 23. Vin-te e três anos de tanta coisa que não cabe em lugar nenhum (ainda bem!). Mas ele ainda não veio. Nem no cavalo branco aos 15 anos, nem no pardo aos 22, e talvez aos 23 ele me apareça meio manco, mas que seja manco então, no lugar de um jumentinho lindo e burro igual ao meu coração.
Mas eu me esforço. Eu e a minha mania de querer ajudar o mundo. Eu e a minha mania de achar que sou auto-suficiente. Eu e a minha mania de ocupar o coração com errados que eu, e muitas vezes só eu, consigo achar uma coisinha boa.
Mas ele tem, ele tem! Tem um sorriso que parece de verdade, e tem também um olhinho que brilha o tempo todo. Além disso, será que alguém mente quando abraça? Quando liga sempre e quando parece querer só ouvir um '- alô' de um alguém nem tão especial como eu? E saudades, alguém sente saudades de mentira? Ou sou eu que não vejo mentira nenhuma?
E porque é que Deus não me deu dois cérebros no lugar de um coração? Heim Deus? Deus, Porque?
Tem gente que nasce pra ser burra mesmo, mas e o que eu faço com essa minha predisposição a ser Madre Tereza de Calcutá, que não era burra, mas era boa? A pobrezinha acreditava no amor. Ela acreditava, assim como eu, no amor! E ela dizia que não importa o que se dá, mas sim o amor com que se dá... Ah, então basta que dê?
Será que o Vaticano me aceita? Eu dou com amor, juro! Mas se eu pedir pra dar só pra quem me ama, será que dá pra ser ô, sumo pontífice?
Porque eu cansei de dar tudo com amor, agora eu só queria que uma tampa encaixasse na minha panela que, pobrezinha, ta ficando velha!